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Você é salvo? Já nasceu de novo? Quando? Jesus disse, “Necessário vos é nascer de novo.” (Jo. 3:7) Se quiser ser salvo e ter a vida eterna:

Primeiro: Reconheça que é pecador (Ro. 3:10, 23)
Segundo: Se arrependa de seus pecados (At. 17:30)
Terceiro: Creia no Senhor Jesus Cristo (Jo. 9:36)
Quarto : Confesse com sua boca o Senhor Jesus a outros. (Ro. 10:9)

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; " (Ef. 2:8-9)




Apocalipse 13 é um dos mais fascinantes e misteriosos capítulos de toda a Bíblia. Esse capítulo é singular para a nossa época, porque não identifica países definidos por fronteiras; em vez disso, ele fala do mundo inteiro – um mundo global. Essa mensagem simplesmente ignora que o planeta Terra é dividido em cinco continentes e aproximadamente 200 nações. Ele ignora que essas nações são diversas, falam línguas diferentes, têm diferentes culturas, praticam várias religiões, têm seus próprios costumes e festejam seus próprios feriados. Apocalipse 13 ignora tudo isso e simplesmente nos revela um mundo único no final dos tempos: uma Nova Ordem Mundial para todas as pessoas do planeta Terra.
Sabemos que uma situação dessas seria impossível um século atrás. O mundo era muito diversificado e dividido por fronteiras nacionais, mantidas por forças militares. Mas, hoje em dia, está acontecendo uma coisa que nunca aconteceu antes: a corrida em direção ao globalismo.
Durante a crise financeira internacional, o globalismo atravessou um terreno instável, em que as nações tentaram desesperadamente cuidar de si mesmas. Neste contexto, o protecionismo tornou-se uma questão séria para o mundo. Mas tudo isso é temporário. Não devemos jamais permitir que nossa visão da profecia bíblica seja obscurecida pelas circunstâncias atuais. No fim das contas, o mundo precisa, e irá, se tornar um. Essa é uma sentença irrevogável da profecia bíblica.
Apocalipse 13 mostra o resumo do sucesso fraudulento de Satanás, o deus deste mundo e príncipe das trevas que dominou o planeta Terra com suas artimanhas. Esse capítulo da Bíblia fala de política, comércio e religião; tudo junto. A autoridade terrena é o Anticristo; seu poder é absoluto. Ninguém pode existir no planeta Terra se não tiver a marca da besta.
Os 18 versículos de Apocalipse 13 são uma mensagem compacta sobre o final dos tempos, destacando três identidades principais:
1. O dragão;
2. A primeira besta, que é o Anticristo; e
3. A segunda besta, que é o falso profeta.

Trindade e criação

O dragão, a primeira e a segunda besta são uma imitação da Trindade de Deus. Sua tarefa é a criação de duas coisas específicas: 1. A imagem da besta; e 2. A marca da besta.
Enquanto Deus criou o homem à sua imagem e lhe ordenou que sujeitasse a terra, a trindade do mal cria a imagem e a marca da besta para sujeitar o homem. O propósito de Satanás é tornar o homem sujeito à sua autoridade. Satanás quer ser Deus. Essa, em resumo, é a história da humanidade.

Introdução à revelação de Jesus Cristo

A mensagem desse capítulo precisa ser entendida, estudada e analisada no contexto de todo o livro do Apocalipse.
O livro começa com: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João” (Apocalipse 1.1); e termina com: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Apocalipse 22.21). Ele é, portanto, a Revelação de Jesus Cristo.
Os três primeiros capítulos revelam o Senhor exaltado e suas mensagens para sete igrejas especificadas por seus nomes. Essas igrejas são geográfica e historicamente identificáveis. São igrejas reais, existentes na terra.

Céu aberto

Então, no capítulo 4, algo diferente acontece: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (v. 1). Agora, o lugar do evento é o céu. O texto menciona especificamente que João recebeu ordem de subir “para aqui” a fim de ver e transcrever “o que deve acontecer depois destas coisas”.
Ao lermos o livro de Apocalipse, é importante entender que esta é uma mensagem vinda do céu.

Fora deste mundo

Ao lermos o livro de Apocalipse, é importante entender que esta é uma mensagem vinda do céu. João está na presença do Senhor, no céu. Estamos diante de algo que, literalmente, não é deste mundo, mas é endereçado às pessoas da terra, particularmente àqueles que lêem e ouvem: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Apocalipse 1.3).

Coisas físicas terrenas e coisas físicas espirituais

Ao lermos o livro de Apocalipse como crentes em Cristo, precisamos pedir sabedoria para distinguir entre coisas físicas terrenas e coisas físicas espirituais.
Aqui está um exemplo: No capítulo 1, encontramos uma descrição do Senhor:
“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro.  A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (v. 12-16).
João é incapaz de descrever o que está vendo, senão através de definições metafóricas. Observe as palavras “semelhante” e “como”. Os seus cabelos eram brancos“como neve”; seus olhos, “como chama de fogo”; seus pés “semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha”; a sua voz “como voz de muitas águas”. Se deixarmos nossa imaginação correr solta, construiremos uma figura delirante: um homem com cabelo branco, com labaredas saindo dos olhos, pés pegando fogo, e com uma voz parecendo as Cataratas do Niágara. Esses pensamentos nos levam a uma imagem distorcida da realidade espiritual que o autor tenta transmitir no livro de Apocalipse.
Vejamos alguns outros exemplos.

Irreal, em termos terrenos

No capítulo 5, lemos estas palavras: “... eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu...” (v. 5). No verso 6, lemos: “... entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto...”. Obviamente, o Senhor não havia se transformado num animal, num cordeiro, e nem num leão. Ele é aquele que Isaías descreve: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).
Mas, novamente, acho que todos nós concordamos que uma criança não poderia ser chamada de “Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Sob o ponto de vista intelectual, não faz o menor sentido. Assim, precisamos nos lembrar do que diz 1 Coríntios 2.14-15: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém”.

Não faz sentido presumir que a besta sobre a qual lemos em Apocalipse 13 seja um animal desconhecido que tem sete cabeças e dez chifres.

A besta de sete cabeças

Do mesmo modo, não faz sentido presumir que a besta sobre a qual lemos em Apocalipse 13 seja um animal desconhecido que tem sete cabeças e dez chifres. Se deixarmos essas fantasias entrarem na nossa mente, imaginando a figura de um monstro, teremos dificuldade em entender o significado espiritual realista dessa profecia.
Apocalipse 13 pode ser difícil de entender, mas isso não altera o que está escrito em 2 Timóteo 3.16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Com essas palavras, temos a garantia da confiabilidade da Bíblia e recebemos instruções para estudar criteriosamente o conteúdo da Bíblia; neste caso, o livro de Apocalipse.

Toda a terra

Em particular, este capítulo se aplica à época em que vivemos por causa das palavras que identificam o globalismo: “toda a terra” (v. 3); “cada tribo, povo, língua e nação” (v. 7); “adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra” (v. 8); “a terra e os seus habitantes” (v. 12). Essas palavras apontam claramente o que está acontecendo em nossos dias. “Toda a terra” significa o mundo inteiro, e essa é a característica do globalismo.
É mais do que evidente que isso não poderia ter acontecido 100 ou 200 anos atrás. Naquela época, seria impossível para o mundo se unir, ser governado por um único líder ou ter um sistema econômico que monopolizasse o planeta Terra. Pensar em uma religião unificada que fizesse com que “todos os que habitam sobre a terra” adorassem a besta era algo completamente fora de cogitação.

O que aconteceria se seus aviões não pudessem voar por cima dos outros países? A interdependência é um resultado natural do avanço tecnológico.

A nova interdependência

Até há pouco tempo, as nações tinham independência. Cada uma delas precisava zelar pela segurança de suas fronteiras e estabelecer novas, na maioria das vezes pelo uso da força. Elas tinham que cuidar de sua economia, finanças e religião, independentes umas das outras. Mas, hoje em dia, isso já não acontece. Praticamente tudo se tornou uma questão global. Tudo o que acontece em outros países, afeta o nosso. A independência foi substituída pela interdependência. O motivo disso é bastante razoável. Por exemplo, para fazer vôos para a Europa, os Estados Unidos tem que pedir permissão ao Canadá para cruzar seu espaço aéreo. Pense só em países interiores, como a Suíça. O que aconteceria se seus aviões não pudessem voar por cima dos outros países? A interdependência é um resultado natural do avanço tecnológico.

Comunicação

A comunicação entre as nações também era limitada. Os países falavam línguas diferentes. A tradução só estava ao alcance das classes superiores. Ninguém sabia realmente o que estava acontecendo no país vizinho. A única informação disponível era aquela fornecida por seus respectivos líderes.
Hoje em dia, podemos nos comunicar com o mundo todo a qualquer hora. Ondas de rádio, telefone, satélites e cabos interconectaram os continentes. Praticamente todas as pessoas podem se comunicar com qualquer um a qualquer hora.

Transporte

Quando lemos na Bíblia sobre uma sociedade política, econômica e religiosa global, compreendemos que só nos nossos dias é que essas coisas são possíveis.
 
E o que dizer dos transportes? As possibilidades eram bastante limitadas antes de 1900. Os transportes terrestres dependiam da tração animal: cavalo, jumento, camelo, etc. Essa forma de viajar extremamente desconfortável provocava dores nas costas, era muito cansativa e expunha o viajante a grandes perigos. Até mesmo um rei não conseguia percorrer mais do que alguns quilômetros por dia. Além disso, não havia estradas pavimentadas que permitissem uma viagem com um mínimo de conforto. Fora dos vilarejos e cidades, não havia ruas pavimentadas nem rodovias de concreto. As viagens dependiam das condições meteorológicas. Ao tentar ir de um lugar ao outro, o viajante podia ficar retido por vários dias por causa da chuva, por exemplo. As pontes eram poucas. No calor do verão, deveria ser insuportável viajar por aquelas estradas quentes e poeirentas, através de densas florestas, sujeito a todo tipo de perigo a cada curva. Cruzar os oceanos era se arriscar num barquinho de madeira, dependendo dos ventos para se mover e esperando que eles soprassem na direção certa. Histórias sobre as antigas viagens marítimas ficaram registradas para nós no Livro dos Atos. Hoje, podemos praticamente dar a volta ao mundo em 24 horas. Um percurso de 50 km numa cidade não é nada incomum. Muitos fazem isso diariamente.
Portanto, quando lemos na Bíblia sobre uma sociedade política, econômica e religiosa global, compreendemos que só nos nossos dias é que essas coisas são possíveis. Estamos vivendo na época em que essas coisas podem se cumprir.


Espero que esta breve introdução prepare o palco para nosso estudo a respeito desse capítulo singular – Apocalipse 13 – e transmita ao nosso coração a mensagem de que esta é realmente a preparação para a última vitória de Satanás! (Arno Froese - http://www.chamada.com.br/)


Arno Froese É o Diretor-Executivo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite nos Estados Unidos. Realiza várias conferências anualmente nos EUA e edita as revistas “Chamada da Meia-Noite” e “Notícias de Israel” em língua inglesa. Arno Froese é autor dos livros: “A Misteriosa Babilônia de Saddam”, “Rumo ao Sétimo Milênio”, “O Arrebatamento” (em língua inglesa) e “Como a Democracia Elegerá o Anticristo” (disponível em português).

JESUS É EMANUEL - DEUS CONOSCO

 
 
 
 
 
Veja a tradução da canção:
O Nome que permanece
É óbvio que um nome é apenas uma palavra.
Pode ser facilmente esquecido assim que o ouvimos.
Mas um Nome foi falado antes do primeiro dia do mundo
E ainda haverá quando tudo o que é deixar de existir.
Saído da boca de Deus
Chegou aos ouvidos de Maria nas asas de um anjo
Jesus, Jesus
A Palavra que veio dar a vida por nós.
A música que toda a criação canta.
Jesus, Jesus, as mais importantes nações da terra vêm e vão
Mas Jesus é o Nome que permanece
Quando acordo de um pesadelo horrível
O desespero me alcança e me envolve
Quando estou com tanto medo que nem sei como orar
Eu simplesmente digo este Nome, e o sinto que ele expulsa todo o medo.
Esperança e promessa eternas: o amanhecer sem fim
Quando o tempo finalmente chegar ao fim
 Jesus é o Nome que permanece 


"Entre 1915 e 1917 os turcos exterminaram mais de um milhão de armênios. Quem fala sobre isso hoje?" - Adolf Hitler, 1939, pouco antes de iniciar o Holocausto.

No dia 24 de abril comemora-se em diversos países o Dia em Memória ao Genocídio Armênio. No curto período entre 1915 e 1917, cerca de 1,5 milhão de homens, mulheres e crianças armênias foram mortas pelos turcos.

Além de um tributo às suas vítimas, a data tem a importância de nos alertar que tragédias desta natureza, se não denunciadas e relembradas, tendem a se repetir.

Historiadores hoje concordam que o Genocídio Armênio teve forte influência na política e nos métodos de extermínio dos judeus empregados pelos nazistas.



Quinze anos antes do Holocausto, transporte de famílias em trens de carga, marchas da morte e campos de extermínio em massa já eram amplamente utilizados pelos turcos contra os armênios e observados atentamente por oficiais alemães.

Mais do que isso, a indiferença da comunidade internacional durante o Genocídio Armênio serviu como estímulo às pretensões nazistas. "Quem fala hoje sobre extermínio dos armênios?", teria indagado o próprio Adolf Hitler, em 1939, a generais que temiam a repercussão de um massacre aos judeus. (Renato Aizenman - Israel na Web - http://www.beth-shalom.com.br)

Saiba mais:

·         Wikipedia (em português) - O Genocídio Armênio

·         Ensaio (em inglês) - Como o Genocídio Armênio inspirou Hitler
 
 
A Chave da Felicidade da Família
A chave da felicidade da família TODOS nós temos o desejo de ser felizes, não é verdade? Não importa qual a nossa idade, nacionalidade ou posição na vida, queremos ser felizes. E visto que a felicidade aumenta quando é partilhada, nosso coração se alegra quando vemos que outros também estão satisfeitos e contentes. Isto se dá especialmente com os que nos são achegados e queridos, nossos amados. E quando existe entre os membros da família tal estado bendito de bem-estar, conhecido como felicidade, não é verdade que então é mais fácil de lidar com as inevitáveis adversidades da vida, que se tornam mais suportáveis? Portanto, quem negará que a vida familiar feliz é desejável?

De fato, mesmo neste mundo caótico, a vida familiar pode ser muito agradável. É verdade que representa muito trabalho árduo, ansiedades e sacrifícios. Mas, qual a família que não concordará em que a alegria compensadora faz com que valha a pena? Todavia, agradável como seja a vida familiar, a família realmente feliz é hoje uma exceção. Naturalmente, qualquer família tem seus ‘altos e baixos’; nenhuma está isenta de problemas. Mal-entendidos, por exemplo, estragam a felicidade de qualquer lar, caso se permita sua persistência. Ou diversas coisas, tais como a doença ou as pressões do trabalho, podem contribuir para a irascibilidade ou irritabilidade, a qual, por sua vez, pode resultar em palavras e ações lamentáveis. Estas, por sua vez, podem levar a mágoas, e, assim, a relações tensas. Portanto, os problemas, grandes ou pequenos, são a sorte comum das famílias neste mundo imperfeito em que vivemos.

FAMÍLIAS EM CRISE

O modo de vida neste século 20 tem acentuado tanto os problemas familiares, que alguns expressam sua preocupação com a própria continuidade da instituição familiar como unidade básica da família humana. O vertiginoso aumento dos divórcios, as separações, e as relações consensuais e homossexuais são alguns dos fatores que causam tal preocupação.

Visto haver tantas famílias na terra em estado de crise, é apenas lógico que perguntemos: Por quê? Embora talvez sejam bem sucedidos em outros campos de empenho, por que falham tantos em ser bem sucedidos no lar? Apesar de recorrerem a conselheiros familiares, psiquiatras e outros similares, por que não descobriram a chave da felicidade familiar?

Embora não seja assunto para brincadeiras, a chave da resposta está numa frase amiúde proferida despreocupadamente: “Quando tudo o mais fracassa, siga as instruções.” Quando se segue as instruções, como na operação duma máquina, em geral podem ser evitados defeitos e paralisações. De modo que, naturalmente, as instruções devem ser consultadas primeiro. Entretanto, por causa da natureza humana, freqüentemente são consultadas apenas como último recurso, “quando tudo o mais fracassa”. Mas, quais são as “instruções”? Onde podem ser encontradas?

O FUNDADOR DA FAMÍLIA

A família é muito mais complexa do que qualquer máquina já inventada pelo homem. Portanto, é muito anticientífico supor que ela veio à existência por acaso ou acidente, sem a intervenção dum projetista ou criador. Cada efeito precisa ter uma causa correspondente. Portanto, o escritor do primeiro século estava cientificamente certo quando declarou: “Cada casa . . . é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Heb. 3:4.

De modo que a vida familiar não surgiu por acaso. Foi causada. Algum tempo depois de criar o primeiro homem, o Causador disso declarou: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.” Daí, unindo nossos pais originais em casamento, de pleno acordo com tê-los feito macho e fêmea, “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a’”. (Gên. 2:18; 1:27, 28) Assim, veio à existência o arranjo familiar, em cumprimento do propósito declarado de Deus.

PROVIDAS ORIENTAÇÕES PARA UMA VIDA FELIZ EM FAMÍLIA

Ora, será que o Fundador da família esperava que seus filhos terrestres aprendessem seus papéis na vida pelo doloroso processo de tentativa e erro? Ou forneceu-nos orientações sobre como a unidade familiar deve funcionar? Conforme seria de se esperar dum Pai amoroso, ele nos deu regras de ação ou “instruções” para nos orientar. A chave da felicidade da família está em ‘seguirmos as instruções’ sobre a vida familiar e em cultivarmos uma boa relação com o Autor delas, Aquele que nos fez. — Sal 100:3; 119:1, 2; 128:1, 2.

Há uns 3.500 anos, nosso amoroso Criador, em nosso benefício, começou a fazer registrar as orientações para a vida familiar, num volume de pequenos livros, que trata de maneira compreensiva do assunto da família. Este volume, hoje disponível por inteiro ou em partes em mais de 1.600 idiomas, é acessível virtualmente a todas as famílias da terra. Em vista do incomparável valor de seu conteúdo, é deveras providencial que se trata do livro mais divulgado em toda a história. Este livro, naturalmente, é a Bíblia Sagrada.

Na menção da Bíblia Sagrada como fonte de informações sobre a vida familiar, poderia o leitor chegar à conclusão de que nos referimos aos ensinos das igrejas nominais sobre o assunto? Não. Porque, mesmo já um exame superficial mostrará que as igrejas mundanas da cristandade difamaram o Deus da Bíblia, e invalidaram a Sua Palavra por causa de suas filosofias e tradições humanas (Sal 83:18; Mat. 15:6) Não é por coincidência, pois, que o colapso da vida familiar seja tão evidente no seu domínio. Não obstante, os antecedentes culposos das igrejas de modo algum detraem da veracidade, da fidedignidade e da qualidade prática da Bíblia, como guia muito necessário para encontrarmos a chave da felicidade da família.

A Bíblia destaca-se como livro sobre a vida familiar Falando-nos sobre o primeiro casamento, explica por que Deus fez os sexos, e, portanto, o propósito do sexo e seu lugar legítimo na vida honrosa da família.

Na Palavra de Deus podemos ler também sobre as provações e as alegrias de literalmente dezenas de famílias. Tais relatos familiares podem ser de grande benefício para todos nós, jovens e idosos. Está procurando um cônjuge que mostre ser companheiro ou companheira leal? Então desejará consultar o conselho da Bíblia sobre como fazer uma boa escolha e preparar-se para as responsabilidades do casamento. É você marido e chefe de família? Então, certamente tirará proveito dos muitos bons exemplos bíblicos de homens que foram bem sucedidos nestes papéis. É você esposa e mãe? Seus deveres são admitidamente muitos, não são? Não obstante, a Bíblia lhe mostrará como ter alegria em lidar com eles e como granjear para si o louvor da família apreciativa. Ou você talvez seja aquele produto maravilhoso da união marital, filho ou filha. O que poderá fazer para contribuir para um ambiente cordial e amoroso no seu lar? Gostaria de saber? A Palavra inspirada de Deus o informará.

É na Palavra de Deus que encontrará as respostas a muitos dos problemas da vida, inclusive para os problemas familiares. Visto que seu Criador é o “Deus feliz”, ele quer que sua família também seja feliz (1 Tim. 1:11; Pro. 2:6; 3:13, 18) Conforme mostram os relatos que seguem, cristãos ao redor do mundo estão sempre dispostos a ajudar outros a encontrar essa felicidade, junto com amor, alegria e paz.
 
TEXTO EXTRAÍDO DE " BIBLIOTECA BÍBLICA VIRTUAL"

            O profeta Daniel viveu em tempos tumultuados. Numa vida que se prolongou possivelmente até aos 90 anos, Daniel experimentou a queda do Reino de Judá pelas mãos de Babilônia, e depois a destruição de Babilônia pelos medo-persas. Durante essas reviravoltas políticas, quando as superpotências da época entravam em confronto direto umas contra as outras, competindo pelo controle do antigo Oriente Médio, Deus revelou a Daniel que tudo estava sob Seu controle e de acordo com o plano que Ele tinha para Seu povo, Israel, e para a vinda do reino de Deus à terra.
           Durante os séculos VI e VII a.C., o Reino de Judá foi apanhado em um conflito entre três grandes impérios: a Assíria, a Babilônia e a Medo-Pérsia. O Império Assírio, com base em Nínive, havia governado o antigo Oriente Médio desde o tempo de Tiglate-Pileser III, na metade do século VIII a.C. Foi essa nação que havia conquistado Samaria e levado cativo a Israel, o Reino do Norte, em 722 a.C. Ao final do século seguinte, a Babilônia foi vagarosamente invadindo a Assíria, saqueando Nínive em 612 a.C.
           Em 609 a.C., uma coalizão entre os exércitos da Assíria e os do Egito tentaram reprimir os babilônios em Carquemis. Mas, perto de 605 a.C., sob o poder de Nabucodonosor, a Babilônia foi vitoriosa; e, assim, Judá tornou-se subserviente ao Império Babilônio. 
         Naquele ano, Nabucodonosor levou pessoas cativas do Reino de Judá, dentre elas Daniel. Ele voltou a fazer a mesma coisa em 597 a.C., após a rebelião do rei Joaquim. Este morreu na Babilônia; seu sucessor, Jeoaquim, foi então levado prisioneiro (juntamente com o profeta Ezequiel); e Zedequias se tornou rei. Finalmente, em 586 a.C., após Zedequias ter se rebelado, o rei Nabucodonosor queimou Jerusalém, destruiu o Templo e exilou o restante da nação de Judá. Como a Babilônia já controlava Israel (o Reino do Norte), que havia sido capturado pela Assíria, Babilônia tinha agora total domínio sobre todo o povo judeu.
           O Império Babilônio, embora glorioso, teve vida curta. Treze anos depois da morte de Nabucodonosor, uma coalizão entre os medos e os persas, sob a autoridade do rei Ciro da Pérsia, conquistou a Babilônia, desviando o rio Eufrates e atacando a cidade através do leito do rio, no dia 29 de outubro de 539 a.C. Ciro, então, decretou que todas as nações cativas sob o poder de Babilônia poderiam retornar às suas pátrias. Desta forma, foi dado início ao Império Persa, sem precedentes, que governou desde a Índia até o Mar Mediterrâneo por mais de 200 anos.
        Assim, Daniel viveu durante um tempo de tremendo tumulto político, com a nação judaica sendo subserviente a essas potências maiores. O Livro de Daniel, entretanto, nos ensina que o mundo nunca está fora do controle de Deus e que todas as nações estão sujeitas a Ele.

O Livro





O Livro de Daniel nos ensina que o mundo nunca está fora do controle de Deus e que todas as nações estão sujeitas a Ele.

 



          Embora a Bíblia cristã coloque Daniel entre os Profetas Maiores, a Bíblia hebraica o coloca juntamente com os Escritos. Isso pode ser porque Daniel trabalhou principalmente como um funcionário do governo, primeiro da Babilônia e depois da Pérsia; portanto, o livro foi colocado entre Ester e Esdras/Neemias, juntamente com outros escritos dos tempos pós-exílicos.
         As revelações de Daniel abrangem quase sete décadas e especificam os anos de realeza, quando ele recebia visões. O livro foi escrito tanto em hebraico (Dn 1.1-2.4a; Dn 8.1-12.13) quanto em aramaico (Dn 2.4b-7.28). Aramaico era a língua internacional daquela época e o fato do livro ter sido escrito nas duas línguas nos diz que Daniel escreveu tanto para judeus quanto para gentios.  
         Daniel 1 funciona como uma introdução. Esse capítulo coloca Daniel como um judeu exilado na Babilônia e mostra tanto seu caráter quanto a bênção de Deus sobre ele e sobre seus amigos por causa da fidelidade deles. Os capítulos 2 a 7 estão escritos em aramaico, significando que a mensagem é primeiramente para as nações gentias.
        Os capítulos 2 e 7 revelam quatro reinos gentios de duas formas. No capítulo 2 (o sonho de Nabucodonosor), cada um dos quatro reinos é representado como um tipo de metal na imagem de um homem que é finalmente destruída pela vinda do Reino de Deus. No capítulo 7, os mesmos quatro reinos são apresentados como quatro tipos de bestas. As Escrituras identificam os primeiros três reinos como a Babilônia (Dn 2.37), a Medo-Pérsia (Dn 8.20) e a Grécia (v.21); e o quarto reino é geralmente reconhecido como sendo o Império Romano – o que se encaixa historicamente.
        Da mesma maneira, os dez artelhos da imagem em Daniel 2.41-43 correspondem aos dez chifres da quarta besta em Daniel 7.7,24. A revelação adicional em Daniel 7.8,24 é a que um pequeno chifre irrompe dentre os dez para blasfemar contra Deus. O Altíssimo julga aquele chifre pequeno através do Filho do Homem, e então o reino é entregue aos santos.
        Os capítulos 3 e 6 correspondem um ao outro, pois demonstram a preservação que Deus faz dos que se mantêm fiéis a Ele na época desses governantes gentios. O capítulo 3 é a famosa história de Sadraque, Mesaque e Abedenego e de como Deus os protege na fornalha quando eles não se prostram diante da imagem de Nabucodonosor. Da mesma maneira, Deus protegeu a Daniel, já idoso, (capítulo 6) na cova dos leões quando continuou a se prostrar diante do verdadeiro Deus, mesmo em violação à lei dos medos e dos persas. Os dois relatos não apenas instruem o Povo Escolhido de Deus a ser fiel a Ele enquanto estiver sob o governo dos gentios, mas também instruem os governantes gentios sobre quem é verdadeiramente Deus.
         Essa confiança torna-se, então, o tema dos capítulos 4 e 5. O capítulo 4 é a descrição autobiográfica de Nabucodonosor e de seu encontro com o Deus Altíssimo. É a história do orgulho e da humilhação desse rei durante os sete anos em que sofreu de boantropia (insanidade em que a pessoa pensa que é um bovino). Ele viveu em humilhação, como um animal no campo, até que reconheceu que seu reino e poder vinham de Deus.
        O capítulo 5 reconta a blasfêmia do rei Belsazar e a resposta de Deus quando usou, em sua festa de bebedeiras, os utensílios sagrados do Templo judaico que havia sido destruído. Os dois relatos admoestam os governantes gentios a reconhecerem que a soberania deles sobre Israel vem de Deus. Não vem deles, nem de seus deuses; e eles devem honrar o Deus Altíssimo e Seu povo, ou serão julgados.
         Os capítulos 8 a 12 consistem de três visões, ou revelações, escritas em hebraico e tratam do futuro de Israel sob o domínio de quatro reinos gentios. Todas as três visões enfocam o contínuo julgamento ou sofrimento de Israel nas mãos dos gentios até que venha o Reino de Deus. O capítulo 8 é uma visão revelada em 551 a.C., e trata da opressão de Antíoco IV (Epifânio), um rei selêucida vindo do Império Grego, que profanaria o futuro Segundo Templo em Jerusalém, em 167 a.C., estimulando desta forma a revolta dos Macabeus. Esse rei também é descrito na visão de Daniel 11.21-35.
          O capítulo 9 é a resposta de Deus à oração de Daniel em 539-538 a.C., sobre a profecia de Jeremias de que o povo judeu ficaria no exílio por 70 anos (Jr 25.11-12; Jr 29.10). Daniel entendeu que aquele era o momento do final do exílio (609-539 a.C.).





O Livro de Daniel contém uma mensagem tanto para Israel quanto para as nações gentias. Para os gentios, a mensagem é que reconheçam o Deus de Israel como o Deus Altíssimo e acolham o plano dEle para Israel e para o mundo.



          Deus revelou a Daniel que um período de 70 vezes sete anos de julgamento futuro estava decretado para Jerusalém até que toda a expiação tivesse sido feita em favor de Israel. No final de 483 anos, o Messias deveria ser “cortado” (Dn 9.26), deixando uma última “semana” (um período de sete anos) de julgamento antes do fim (vv.24-27).
          A visão final, registrada nos capítulos 10 a 12, foi dada em 536-535 a.C. e trata da nação de Israel nos “últimos dias” (Dn 10.14). O capítulo 11 visualiza os conflitos entre os selêucidas e os ptolomaicos durante o tempo do Império Grego, que culminou com a abominação da desolação de Antíoco Epifânio no Templo (Dn 11.31).
          Antíoco Epifânio é apresentado como nada menos que um tipo de um futuro governante maior: o Anticristo, que se exaltará contra Deus. O livro termina com o estabelecimento do governo de Deus e a recompensa da ressurreição dos santos.

A Mensagem


              O Livro de Daniel contém uma mensagem tanto para Israel quanto para as nações gentias. Para Israel, a mensagem é que permaneça fiel ao único e verdadeiro Deus a despeito dos sofrimentos sob o governo gentio, enquanto espera o Messias de Deus e o Seu Reino.
               Para os gentios, a mensagem é que reconheçam o Deus de Israel como o Deus Altíssimo e acolham o plano dEle para Israel e para o mundo. Deus deve ser reconhecido como Soberano; e honra e glória devem ser dadas a Ele. Como o próprio Nabucodonosor reconheceu: “o domínio [do Deus de Israel] é sempiterno, e o reino [do Deus de Israel] é de geração em geração” (Dn 4.34).


(Herb Hirt - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br/)

Herb Hirt é reitor da Escola de Estudos Bíblicos da Universidade Bíblica da Filadélfia (EUA).

(Texto extraído do site : "Chamada.com.br)





 

O pai e o filho perdido (Lc 15:11-32) *

Lucas faz uma transição descontraída da segunda para a terceira parábola com a expressão: “Jesus continuou”. Mesmo independente das duas primeiras parábolas, essa terceira não interrompe a continuidade do que já foi dito. Todas as parábolas foram ditas para a mesma pessoa, na mesma ocasião e enfatizam a mesma mensagem: a dispensação da graça e da misericórdia. A ovelha está perdida, a prata desapareceu e o pródigo está perecendo. As primeiras duas parábolas estão em forma de pergunta; enquanto essa se apresenta em forma narrativa, quando o nosso Senhor usa um acontecimento comum de nossas vidas diárias. Jesus talvez tivesse em mente um pai e seus dois filhos que ele conhecia muito bem.
 
Essa terceira figura foi mencionada com muitas expressões de elogio como a “coroa de todas as parábolas” e como “o evangelho dentro do evangelho”. George Murray disse sobre essa parábola, a qual permanece incomparável dentro de toda a literatura, que é “a narrativa mais divinamente terna e mais humanamente tocante, jamais contada na terra”. Charles Dickens referiu-se a ela como “a melhor de todas as pequenas narrativas jamais escritas”. Cosmo Lang escreveu a respeito dessa poderosa imagem espiritual; “Considerada mero fragmento da literatura humana; no entanto, é uma expressão incomparável da paciência e generosidade com as quais o amor humano tolera e triunfa sobre a obstinação e loucura humanas”. Arnot diz dela: “Dentre as parábolas, essa do Filho pródigo é notável pela grandeza do seu todo e pela beleza primorosa de suas partes”. A. R. Bond acredita que poderia ser chamada “Parábola do Pai Despojado — é inigualável na literatura pela sua ternura, graça e capacidade de despertar sentimentos. Jesus sabia como tocar as cordas do coração”. Notemos que, ao iniciar o relato, a Bíblia não considera um pródigo esse filho que abandonou o lar paterno. O duplo propósito dessa parábola, que “permanece única e eleva-se acima de todas as obras humanas, antigas ou modernas, em magnificência e beleza”, é sinalizado nos primeiros dois versículos do capítulo, ou seja, o amor e a compaixão de Cristo pelos pecadores perdidos, e a sua repreensão aos fariseus pela sua atitude de censura aos pecadores. A parábola é aberta com uma referência a dois filhos, que não eram gêmeos, e também certamente não formavam uma dupla. João e Judas eram dois dos discípulos, mas não constituíam uma dupla como Davi e Jônatas formavam. O filho mais moço, o pródigo, sempre representará os que estão em desgraça; no entanto, o que se assemelha ao mais velho, sempre permanecerá como um padrão de decoro.
 
Quando olhamos de forma mais ampla, descobrimos que a parábola possui três níveis: a rejeição ao lar, a volta ao lar e a recepção na chegada ao lar. Certo escritor fez esta colocação — em casa; longe de casa; de volta ao lar. Vemos o filho pródigo com saudade de casa e inclinado a retornar. Os seus dois pedidos, imensamente diferentes um do outro, foram: Dá-me e Faz-me. Vejamos o primeiro pedido que ele fez com relação à sua porção dos bens do pai, e sabia que lhe pertencia por causa da lei (Dt 21:17). De acordo com essa determinação judaica sobre a herança, se houvesse apenas dois filhos, o mais velho receberia duas porções, e o mais moço um terço de todos os bens móveis. Um homem podia, enquanto vivesse, conceder tudo o que possuísse, se assim o quisesse. Se fosse para ele exercer o seu direito, como o que concede o dote, e diminuir a parte dos filhos mais novos, ou se fosse para que já ficassem com ela, isso podia ser feito somente se ele já estivesse próximo de morrer. Ninguém com saúde perfeita podia diminuir a porção legal do filho mais moço, a não ser pelo direito que tinha para conceder um dote. Na parábola, o filho mais moço possuía o direito legal à sua parte, embora não pudesse reclamá-la enquanto seu pai vivesse. Assim, como Edersheim expressa a situação: “O pedido devia ser visto como se ele estivesse pedindo um favor”, o qual o pai lhe concedeu, e os dois filhos receberam as suas porções de direito.
 
Ao desejar uma falsa independência, o filho mais moço pegou a sua porção e partiu para uma terra distante. O cobrador de impostos e os pecadores chegavam-se a Jesus, mas o jovem rebelde deliberadamente partiu para uma terra distante e tornou-se um desperdiçador. A “terra longínqua”, disse Agostinho de maneira resumida, “é o esquecimento de Deus”. Representa aquele estado a que Paulo se referiu como “separados da vida de Deus”.
 
Tudo o que o jovem insatisfeito queria fazer, era encher o seu estômago e viver para satisfazer os seus desejos carnais e sensuais. Ele “desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente”. Mas, com a perda de tudo o que tinha, veio também a perda dos supostos amigos, porque “ninguém lhe dava nada”. Ele gastara muito com eles, mas os tais o abandonaram quando ele se encontrava na mais terrível necessidade. Como essa condição é real na vida! Reduzido à pobreza, foi forçado a procurar trabalho e o achou no chiqueiro de porcos. Os judeus que ouviam a Jesus estremeceram com a expressão “apascentar porcos”, porque para eles não existia humilhação maior do que essa. Por render-se aos seus apetites desenfreados, o pródigo foi levado a um estado tão humilhante que satisfaria a sua fome, comendo as cascas e vagens que alimentavam os porcos.
 
Como ficam humilhados os homens — e mulheres — quando se identificam com apetites anima-lescos e alimentam-se do lixo do mundo, como fazem os animais! Felizmente a narrativa muda, e ele, "caindo em si, foi para seu pai". Próximo de morrer de fome, o rapaz pensou em sua casa, com todo o seu conforto e sua despensa repleta. A condição de dificuldade extrema induziu-o a refletir. Vincent, em sua obra Estudos da Palavra, diz que “esta expressão notável — caindo em si — coloca o estado de rebelião contra Deus como uma espécie de loucura. É uma obra de arte maravilhosa representar o início do arrependimento como o retorno à condição de estar sadiamente consciente”. A miséria mexeu com a razão, e um pecador está a meio caminho, na estrada da salvação, quando volta a cair em si.
 
A decisão do rapaz, iludido e empobrecido, de voltar para casa, nos leva ao seu próximo pedido: “Faz-me”. Após preparar o seu pedido, ele se levantou e foi até o pai, que estava preparado para o momento em que o seu menino pródigo voltasse, pois “quando ainda estava longe, viu-o seu pai”, o que parece mostrar que ele viu o filho antes que este o contemplasse. Que toque precioso Jesus deu à narrativa, quando disse que o pai entusiasmado correu para encontrar-se com o seu menino faminto, esfarrapado e com os pés doloridos! O filho estava tão cansado que não podia correr, mas o seu pai já idoso esqueceu-se de sua idade e dignidade e correu para encontrar-se com o filho errante. Compaixão, aqui, significa que suas entranhas se comoveram; o coração do pai bateu rápido. Que vislumbre temos aqui do interior do coração de Deus! Em seu desejo ardente de dar as boas-vindas ao pecador arrependido que retorna a ele, adianta-se mais da metade do caminho para encontrar-se com ele.
 
O filho pródigo não teve condições de expressar todo o pedido que havia preparado, quando se encontrasse com seu pai. Os beijos de seu pai sufocaram os lábios do filho que estava de volta ao lar, e aquilo era tudo o que importava. O texto original dá a idéia de que o pai “o cobriu de beijos”. Ele tinha muitas vezes olhado ao longo da estrada, na espera desse momento, e agora a sua explosão de compaixão e a manifestação ilimitada e transbordante do abraço paternal terno eram provas do seu amor que não se extinguira pelo filho perdido. Isso é muito sugestivo com relação ao procedimento de Deus quando dá as boas-vindas ao pecador arrependido. Uma vez envolvido em seus braços paternais os pecados não lhe são mais computados. Deus “despeja o passado dentro do esquecimento”.
 
Depois da desilusão de ter perdido tudo e da humilhação por tudo aquilo que havia enfrentado naquele país distante, o filho pródigo sentiu que não era mais digno de ser chamado filho e assumiu a atitude de pedir ao seu pai que o fizesse ser como um dos seus servos contratados. Mas o seu pronunciamento de contrição não se completou. O pai não aceitou aquela parte do pedido, e tão logo seu filho chegou em casa ele o oficializou novamente em sua plena condição de filho. Seus trapos foram retirados dele, e foi-lhe dada “a melhor túnica”, ou “a primeira túnica” —símbolo da veste de justiça que o pecador arrependido recebe de Deus. Essa melhor túnica significava que o filho havia sido oficialmente restabelecido à sua posição e aos seus direitos originais. Você se lembra dessas linhas de George Macdonald, em seu livro Obras de Arte da Poesia Religiosa?
 
Meu Senhor, eu não tenho roupas para vir a Ti; Meus sapatos estão furados e partidos pelo caminhar na estrada; Estou rasgado e desgastado, ferido pelo aguilhão, E sujo por arrastar minha carga fati-gante. E mais preciso de Ti. Verdadeiramente, como o filho pródigo, Eu cambaleio e compareço perante Ti, meu Senhor.

O anel, símbolo da união dos corações que pai e filho tinham experimentado, foi colocado no dedo; e as sandálias adornaram os seus pés quase nus. Só os membros da família usavam calçados — os escravos andavam descalços. Esses eram portanto os sinais de que ele estava restaurado em sua posição de filho. Em seguida, trouxeram o bezerro que fora engordado para alguma festa especial e alegre. Jesus conhecia os costumes rurais e usou esse conhecimento sobre o bezerro, em referência à alegria do pai pela recuperação de seu filho. Os comentaristas se referem ao significado espiritual desses detalhes de maneiras diferentes: a túnica —a justiça de Cristo; o anel — o símbolo de autoridade e que inspirava confiança; o calçado — o emblema de filiação; a festa —a ceia do Senhor. Sobre a festa Arnot diz: “Aponta para a alegria de um Deus perdoador por um homem perdoado, e a alegria de um homem perdoado por um Deus perdoador”.
 
O anúncio das boas-vindas, tão cheio de sentimentos maravilhosos de compaixão, está repleto da importância moral da volta do filho. Ele retornou uma pessoa diferente daquela que era quando abandonou o lar. Imagine a alegria do pai em recebê-lo, sem dúvida, um filho que estava morto, mas que agora revivera; estava perdido para o pai, mas agora fora encontrado, tanto pelo Pai celestial como pelo terreno. Goebel diz: “Em todas as três parábolas, uma condição moral é simbolizada pelo estar perdido e uma conversão moral pelo ser achado; e isso é especialmente evidente na terceira parábola, onde o estar perdido é igual a partir da casa do pai para uma terra distante, partida esta que o filho fez por sua própria escolha, e o ser achado é igual ao retorno ao pai por resolução própria”.
 
O pai pensou que o seu filho estivesse “morto” em virtude da sua alienação e vergonha de mandar notícias. Talvez a sua morte física seria mais fácil de suportar. Na esfera da graça, o arrependimento significa passar da morte do pecado para a vida de justiça. “Perdido” e “achado”, termos comuns a todas essas três figuras, expressam também o pecador que abandona a terra distante (do pecado) para voltar à casa do Pai. Butterick diz que esse vocábulo perdido “rebate como uma bola de advertência e apelo [...] Jesus raramente chamava seus ouvintes de pecadores; ele os chamava de perdidos” (Mt 10:6; 15:24; 18:11; Jo 17:12). Multidões incontáveis ainda estão perdidas no pecado, mas o nosso Deus é o Deus dos perdidos, e anseia pelo seu retorno.
 
A alegria dos que estavam em casa, que simboliza os sinais externos de alegria no coração dos filhos de Deus quando os pecadores são salvos, despertou a curiosidade do irmão mais velho que voltava dos campos. Essa última imagem que Jesus acrescentou aqui foi dirigida contra os escribas e fariseus, os ritualistas de coração frio que criticavam a simpatia do Filho de Deus pelos pecadores. Os dois filhos mencionados no início da parábola (Lc 15:11) agora reaparecem com grande diferença de caráter. Na harmonia da comemoração cheia de júbilo, que acontecia na casa por causa de um ente querido que fora restaurado à virtude, ao lar e às bênçãos, surge o rugir da discórdia, causada pelo ranger de um orgulho e inveja diabólicos. Poderíamos até sentir que um final tão amargo não deveria ter integrado uma narrativa tão doce.
 
Esta narrativa do filho pródigo começa com o filho mais moço longe de casa, e o mais velho presente em casa (embora ele nunca estivesse “em casa”), mas termina com o mais novo em casa e o mais velho recusando-se a entrar em casa. Na verdade, o mais velho era tão “pródigo” quanto o seu irmão. O filho mais moço voltou de uma terra distante para o coração e o lar de um pai. O mais velho partiu para a terra distante do estar satisfeito consigo mesmo e do ressentimento mal-humorado. A Bíblia diz que ele “não queria entrar”; não diz se no final ele se arrependeu de sua atitude mesquinha e entrou para completar o círculo de uma família feliz.
 
O desprezo que esse irmão mais velho sentiu é mostrado pelo fato de que ele não entrou em sua casa para perguntar ao seu pai sobre o que era toda aquela festa, mas abordou “um dos criados”. Vemos claramente que a alegria da casa era estranha e sem dúvida repulsiva para o irmão mais velho, na forma como ele tratou o seu irmão. Por duas vezes o pai feliz disse “teu irmão”. Irmão, esse amante de meretrizes, meu irmão — nunca! E de forma rude e desdenhosa, ele disse a seu pai: “Este teu filho”. Desprezo, amargura e amargo sarcasmo estão contidos dentro do seu ato de trazer à lembrança os pecados de seu irmão, em suas cores mais carregadas e escuras. Ellicott diz: “A própria expressão 'este teu filho', demonstra uma malignidade concentrada”.
 
O pai queria que o seu menino mais velho recebesse o irmão que retornara como um “irmão”, exatamente como ele o recebera de volta como um “filho”. Foi muito comovente o apelo final do pai, através do qual assegurou ao filho mais velho que (o filho) nunca compreendera as intenções de seu pai ou da família de seu pai, quando disse: “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas”, ou, mais literalmente, “tudo o que é meu é teu”. Mas a Bíblia não diz se esse apelo ao amor fraternal foi bem-sucedido.
 
Não há dúvida de que Jesus intencionava que os fariseus, os quais sempre murmuravam a seu respeito, vissem nesse esboço que ele deu sobre o irmão mais velho uma lição de moral. Salmond comenta: “Se as parábolas anteriores lhes revelam como deveriam agir (os fariseus), essa mostra que eles (pai e pródigo) tinham agido da maneira correta”. Em todo o acervo da literatura não é possível encontrar uma exibição de reprovação dura, mas ao mesmo tempo educada, de uma só vez tão simples e efetiva, como a imagem da atitude de orgulho, de autojustificação dos escribas e fariseus, representada na figura do irmão mais velho. Na definição de Arnot: “Todos os excessos do filho pródigo não lhe fecharão a entrada do céu, pois ele veio arrependido até seu pai; mas todas as virtudes do irmão mais velho não poderão fazê-lo entrar no céu, pois ele acalentou o orgulho em seu coração, e escarneceu de seu pai, por negligenciar o seu valor”. Essa parábola ensina claramente que o Salvador chama pecadores, e não os que a si mesmos se consideram justos, ao arrependimento — embora esses precisem se arrepender tanto como aqueles, se não mais. Resumindo as lições importantes da Parábola do filho pródigo (que tem feito mais para ganhar os filhos pródigos e os desviados de Deus, do que qualquer outra parte da Bíblia), fazemos três perguntas:
 
Quem é o pai nessa narrativa? Não vemos no terno pai e perdoador o nosso Pai celestial cujo amor é mais vasto do que a mente humana possa medir? Não temos aqui a imagem mais bela e atraente de um Deus perdoador, jamais desenhada na terra? O evangelho que temos para pregar é a mensagem que fala de um Deus que ama e está ansioso para perdoar completamente e restaurar pecadores à comunhão Consigo mesmo — a trazer os filhos pródigos da posição humilhante em que se encontram e colocá-los entre os príncipes! Que evangelho!
 
Quem é o pródigo nessa narrativa? Todos os que rejeitam o amor de um pai e desperdiçam os bens que lhes foram dados por Deus, numa vida rebelde, são pródigos. Não é preciso que as pessoas se vistam com trapos para serem classificadas como pródigas. Podem ser muitas vezes encontradas entre as que têm condições financeiras para usarem seda e cetim, mas cujo coração e caminhos estão entregues à carnalidade vulgar. Como Butterick nos relembra: “A terra distante é distante em muitas direções; não é distante em quilômetros, mas em motivação. Até um ministro do evangelho pode ser um exilado da casa de seu Pai”.
 
Os que a si mesmos se consideram justos estão tão perdidos aos olhos de Deus quanto os maiores dis-solutos desse mundo. Nesse capítulo, a palavra perdido, em cada parábola, não está tão relacionada à condição daquele que está perdido, quanto à agonia do coração daquele que o perdeu. O pastor sofreu mais do que a ovelha desviada; a mulher sofreu mais do que a sua moeda, que não tinha vida nem sentimento; o pai tinha uma profundidade de agonia que nenhum de seus filhos podia compartilhar. E assim também com Deus, cujo coração que ama comove-se com profunda compaixão pelos que estão perdidos no pecado e não entendem a angústia de seu coração (de Deus).
 
Quem é o irmão mais velho nessa narrativa"? Com certeza ele representava os fariseus, que se ressentiram do interesse de Cristo pelos pecadores; e os que, na Igreja primitiva, olharam com desconfiança a admissão dos gentios. Houve aqueles discípulos em Jerusalém que, imediatamente após a conversão de Paulo, “o temiam, não acreditando que fosse discípulo” (At 9:26). Em nosso próprio meio os irmãos mais velhos são os que, em sua presunção, acham que são suficientemente bons para entrarem na casa do Pai, e não têm necessidade de serem “achados” ou de “reviverem”. Para eles as atividades, no sentido de salvar almas, são muito desagradáveis. E difícil perceberem que toda sua justiça própria não é nada mais do que os trapos de imun-dícia de um pródigo aos olhos de Deus.
 
 Multidões de pecadores, salvos no céu e na terra, bendizem a Deus pela parábola incomparável do filho pródigo, resplandecente com todas as glórias da graça e do amor divinos. Que possa, com a sua mensagem de esperança e chamamento à fé, ser ainda usada para convidar e ganhar miríades, daqueles que vagam sem rumo, de volta ao coração e ao lar do Pai.

É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição de cristãos no mundo islâmico.
Na noite de domingo (9/10/2011), cristãos coptas egípcios organizaram o que era para ser uma vigília pacífica em frente à sede da emissora de TV estatal no Cairo. Os mil manifestantes representavam a antiga comunidade cristã de cerca de 8 milhões de pessoas, cuja presença no Egito precede a dominação islâmica em várias séculos. Eles se reuniram no Cairo para protestar contra os recentes incêndios criminosos de duas igrejas por arruaceiros muçulmanos, e contra a rápida ascensão da violência (com apoio do governo) contra os cristãos por grupos muçulmanos desde a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak em fevereiro.
De acordo com fontes coptas, os manifestantes foram cercados por agressores islâmicos, que rapidamente ganharam suporte de forças militares. Entre 19 e 40 cristãos coptas foram mortos por soldados e atacantes muçulmanos. Foram atropelados por veículos militares, espancados, baleados e arrastados pelas ruas do Cairo.
A emissora estatal relatou apenas que três soldados haviam sido mortos. De acordo com a agência Ahram Online, os soldados atacaram os estúdios da emissora de TV al-Hurra na noite de domingo para bloquear a transmissão de informações sobre o ataque militar contra os cristãos coptas.
Ao que parece, a tentativa de controle de informações sobre o que aconteceu funcionou. As notícias na segunda-feira sobre a violência deram poucos sinais da identidade dos mortos ou feridos. É certo que não contaram a história do que realmente aconteceu domingo à noite no Cairo.
Em outro evento, o patriarca católico maronita do Líbano, Bechara Rai, gerou polêmica há duas semanas. Durante uma visita oficial a Paris, Rai alertou o presidente francês Niolas Sarkozy que a queda do regime de Assad na Síria seria um desastre para os cristãos da Síria e de regiões próximas. Hoje a oposição, que tem apoio do Ocidente, é dominada pela Irmandade Islâmica. Rai alertou que a derrubada do presidente Bashar Assad poderia levar a uma guerra civil e ao estabelecimento de um regime islâmico.

Cristãos coptas egípcios exibem pano manchado de sangue após conflito com soldados e a polícia durante protesto no Cairo.

No Iraque, a insurgência patrocinada pelo Irã e pela Síria que se seguiu à derrubada pelos americanos do regime baathista de Saddam Hussein, em 2003, promoveu uma guerra sangrenta contra a população cristã do Iraque. Este mês marca o primeiro aniversário do massacre de 58 fiéis em uma igreja católica em Bagdá. Na década passada havia 800 mil cristãos no Iraque. Hoje, são apenas 150 mil.
Sob o xá do Irã, os cristãos eram mais ou menos livres para praticar sua religião.
Hoje os cristãos iranianos estão sujeitos a caprichos de soberanos muçulmanos, que não conhecem outra lei a não ser a da supremacia islâmica.
O suplício do pastor evangélico Yousef Nadarkhani é um exemplo. Ele foi preso há dois anos, julgado e condenado à morte por apostasia, por se recusar a renegar sua fé cristã. Não existe lei contra a apostasia no Irã, mas isso não importa. O aiatolá Khomeini era contra a apostasia. A lei islâmica também é.
Depois que a história de Nadarkhani foi publicada no Ocidente, os iranianos mudaram de plano.
Agora eles teriam abandonado a acusação de apostasia e sentenciado o pastor à morte por estupro. O fato dele nunca ter sido acusado ou condenado por estupro não tem importância.
Cristãos palestinos, igualmente, têm sofrido sob os líderes eleitos pela população.
Quando a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994, os cristãos eram 80% da população de Belém. Hoje correspondem a menos de 20%.
Desde que o Hamas “libertou” Gaza em 2007, a antiga minoria cristã da região tem sofrido ataques constantes. Com apenas 3 mil membros, a comunidade cristã de Gaza teve igrejas, conventos, livrarias e bibliotecas incendiadas por integrantes do Hamas e seus aliados. Seus membros foram atacados e mortos. Apesar de o Hamas ter prometido a proteção dos cristãos da cidade, ninguém foi preso por violência anticristã.
Da mesma forma que os judeus no mundo islâmico foram expulsos das suas antigas comunidades por governantes árabes com a criação do Estado de Israel em 1948, os cristãos também foram perseguidos e expulsos de suas casas. Regimes populistas islâmicos e árabes usam o supremacismo da religião islâmica e o chauvinismo racial árabe contra cristãos como gritos de guerra para insuflar as multidões para seus propósitos. Esses apelos, por sua vez, levaram à dizimação das populações cristãs no mundo árabe e islâmico.

Bechara Rai, o patriarca católico maronita do Líbano.

Por exemplo, quando o Líbano obteve sua independência da França em 1946, a maioria dos libaneses era cristã. Hoje os cristãos são menos de 30% da população. Na Turquia, a população cristã foi reduzida de 2 milhões no fim da Primeira Guerra Mundial para menos de 100 mil hoje. Na Síria, na época da independência, os cristãos representavam quase metade da população. Hoje 4% dos sírios são cristãos. Na Jordânia, há meio século, 18% da população era cristã. Hoje apenas 2% dos jordanianos são cristãos.
Os cristãos são proibidos de praticar sua religião na Arábia Saudita. No Paquistão, a população cristã está sendo sistematicamente destruída por grupos islâmicos apoiados pelo regime. Incêndios de igrejas, conversões forçadas, estupros, assassinatos, seqüestros e perseguição legal de cristãos paquistaneses se tornaram ocorrências diárias.
Infelizmente, para os cristãos do mundo islâmico, sua causa não está sendo defendida por governos ou igrejas do Ocidente. A França, em vez de impor como condição para seu apoio à oposição síria o compromisso com a liberdade religiosa para todos por parte dos seus líderes, através de seu Ministério das Relações Exteriores reagiu com irritação às advertências de Rai sobre o que provavelmente acontecerá aos cristãos sírios, caso o presidente Bashar Assad e seu regime sejam derrubados. O Ministério das Relações Exteriores da França publicou uma declaração afirmando que estava “surpreso e desapontado” com as declarações de Rai.
O governo de Obama foi menos solidário ainda. Rai está viajando pelos EUA e pela América Latina em uma visita de três semanas a comunidades de imigrantes maronitas. A existência dessas comunidades é conseqüência direta da perseguição árabe e islâmica aos cristãos maronitas do Líbano.
A ida de Rai aos Estados Unidos deveria começar com uma visita a Washington e um encontro com altos funcionários do governo americano, incluindo o presidente Barack Obama. No entanto, após as declarações de Rai em Paris, o governo americano cancelou todas as reuniões marcadas com ele. Ou seja, em vez de considerar os perigos sobre os quais Rai alertou e usar a influência americana para aumentar o poder dos cristãos, curdos e outras minorias em qualquer governo sírio pós-Assad, o governo Obama decidiu boicotá-lo por chamar atenção para o perigo.
Com exceção dos evangélicos, a maioria das igrejas ocidentais está igualmente desinteressada em defender os direitos de co-religiosos no mundo islâmico. A maioria das principais denominações protestantes, da Igreja Anglicana e seus vários ramos dentro e fora dos EUA à Metodista, Batista, Menonita e outras, não fez esforço algum para proteger ou defender os direitos dos cristãos no mundo islâmico.
Em vez disso, na última década, essas igrejas e seus ramos internacionais buscaram repetidas vezes atacar o único país do Oriente Médio em que a população cristã aumentou nos últimos 60 anos: Israel.
Quanto ao Vaticano, nos cinco anos desde que o papa Bento XVI, no seu discurso em Regensburg, lançou um desafio aos muçulmanos para que agissem com bom senso e tolerância ao lidar com outras religiões, abandonou a posição anteriormente adotada. Um diálogo entre iguais se tornou uma súplica ao islã em nome de uma compreensão ecumênica. No ano passado o papa organizou um sínodo sobre os cristãos do Oriente Médio que não mencionou a perseguição anticristã por forças e regimes islâmicos e populistas. Israel, por outro lado, foi o principal alvo de críticas.
A diplomacia do Vaticano se estendeu até o Irã, para onde enviou um representante para participar de uma falsa conferência antiterrorista de Mahmoud Ahmadinejad. Conforme relatou Giulio Meotti para a agência israelense Ynet, enquanto todos os embaixadores da União Européia saíam no meio do discurso de negação do Holocausto de Ahmadinejad na segunda conferência das Nações Unidas em Durban, o embaixador do Vaticano ficou sentado. O Vaticano abraçou líderes da Irmandade Islâmica na Europa e no Oriente Médio.
É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição e dizimação de comunidades cristãs no mundo islâmico. Como mostram os acontecimentos do domingo passado no Egito e os ataques diários de muçulmanos contra cristãos na região, as atitudes do Ocidente não estão aplacando ninguém. Mas fica bastante claro que ele irá colher o que plantou. (Caroline Glick - www.carolineglick.com – tradução: Luis Gustavo Gentil – extraído de: www.juliosevero.comhttp://www.beth-shalom.com.br)

Quem Olhar para Trás não é Digno do Reino Deus — Lucas 9:51-62

          A intrépida resolução estampada no semblante do Mestre é uma repreensão para nós! Ai de nós! Quantas vezes nos retraímos e não podemos fazer nossas as palavras de Isaías 50.7. Mas quer o sigamos de longe, ou de perto, sua figura esguia, ágil e animada está sempre na frente e tomando o caminho ascendente.
           Precisamos relembrar a que reino pertencemos. Já passamos da esfera da força e da guerra para o reino de amor do Filho de Deus. Voltar ao fogo da vingança é fazer uma inversão do plano divino. O único fogo que podemos invocar é o do Espírito Santo; e é interessante notar que um desses dois irmãos viveu para invocar esse mesmo fogo para aquelas aldeias. (Veja Atos 8.14-25.)
           O Senhor estava sempre atuando como joeirador, descobrindo o trigo e a palha nas motivações humanas. Esteja preparado para seguir o Senhor pelo caminho da solidão, da falta de lar, da ruptura de laços afetivos e da aração de um sulco solitário. Mas mantenha fixos os olhos no aspecto eterno de sua vida!
(Texto extraído do site Biblioteca Bìblica)

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

             Nos tempos bíblicos, pais tementes a Deus faziam questão de ensinar aos seus filhos os princípios básicos das boas maneiras. Note em Gênesis 22:7 a maneira educada como Abraão e seu filho Isaque se dirigiram um ao outro. José também evidenciou que tinha recebido uma boa educação de seus pais. Quando estava preso, ele era gentil até mesmo com outros prisioneiros. (Gên. 40:8, 14) E suas palavras a Faraó mostram que ele havia aprendido a se dirigir de modo apropriado a uma autoridade. (Gên. 41:33, 34)
             Os Dez Mandamentos dados aos filhos de Israel incluíam esta ordem: “Honra a teu pai e a tua mãe, a fim de que os teus dias se prolonguem sobre o solo que SENHOR, teu Deus, te dá.” (Êxo. 20:12)
               Um modo de os filhos honrarem os pais era por ter boas maneiras em casa. A filha de Jefté mostrou notável respeito por seu pai por se submeter ao voto dele embora isso a colocasse numa situação muito provadora. — Juí. 11:35-40. - texto extraído do site BIBLIOTECA BÍBLICA.

COMO DEUS E CRISTO ENCARAM AS MULHERES

Como podemos entender plenamente o modo de Deus considerar as mulheres? Uma forma é por examinar a atitude e a conduta de Jesus Cristo, que é “a imagem do Deus invisível” e reflete com perfeição a maneira de Deus encarar as coisas. (Colossenses 1:15) O modo como Jesus tratava as mulheres dos seus dias mostra que tanto Ele como YHWH respeitam as mulheres e que Eles certamente não aprovam o tratamento opressivo dado a elas, tão comum em muitos lugares hoje.

Veja, por exemplo, a ocasião em que Jesus falou com uma mulher junto a um poço. “Veio uma mulher de Samaria para tirar água”, diz o relato no Evangelho de João, e “Jesus disse-lhe: ‘Dá-me de beber.’” Ele estava disposto a falar com uma samaritana em público, embora a maioria dos judeus não tivesse tratos com samaritanos. De acordo com The International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional), para os judeus, “conversar com uma mulher em lugar público era especialmente escandaloso”. Mas Jesus tratou as mulheres com respeito e consideração e não tinha preconceito de sexo ou raça. Ao contrário, foi à mulher samaritana que Jesus, pela primeira vez, se identificou claramente como o Messias. — João 4:7-9, 25, 26.

Em outra ocasião, uma mulher que sofria por 12 anos de um embaraçoso e debilitante fluxo de sangue se aproximou de Jesus. Quando ela o tocou, foi curada na hora. “Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: ‘Coragem, filha! A tua fé te fez ficar boa.’” (Mateus 9:22) De acordo com a Lei mosaica, uma mulher naquela situação não deveria estar no meio de uma multidão, muito menos tocar em outros. Mesmo assim, Jesus não a repreendeu, mas a consolou de modo compassivo e a chamou de “filha”. Que alívio ela deve ter sentido ao ouvir isso! Jesus também deve ter ficado muito feliz por tê-la curado.

 Depois de Jesus ter sido ressuscitado, ele apareceu primeiro a Maria Madalena e outra discípula, a quem a Bíblia se refere como “a outra Maria”. Jesus poderia ter aparecido primeiro a Pedro, João ou outro discípulo. Em vez disso, ele dignificou as mulheres por permitir que essas discípulas fossem as primeiras testemunhas oculares de sua ressurreição. Um anjo disse para elas contarem esse acontecimento maravilhoso aos discípulos (do sexo masculino). Jesus disse às mulheres: “Ide, relatai isso a meus irmãos.” (Mateus 28:1, 5-10) Jesus com certeza não foi influenciado pelo preconceito que os judeus em geral tinham naquela época, de que as mulheres não podiam servir como testemunhas legais.

Jesus nunca teve preconceito contra as mulheres nem fez vista grossa a atitudes machistas. Ele mostrou que respeitava e valorizava as mulheres. A violência contra elas era completamente o oposto ao que Jesus ensinava, e podemos estar certos de que sua atitude era um reflexo perfeito de como Seu Pai, Yehowah, encara as coisas.

Deus cuida das mulheres

“Em parte alguma, no antigo Mediterrâneo ou no Oriente Próximo, concedia-se às mulheres a liberdade que elas usufruem na moderna sociedade ocidental. A norma geral era a de subordinação das mulheres aos homens, assim como os escravos estavam subordinados aos livres e os jovens aos idosos. . . . Os meninos gozavam de mais estima do que as meninas, e as recém-nascidas às vezes eram deixadas expostas para morrer.” É assim que certo dicionário bíblico descreve a atitude predominante para com as mulheres nos tempos antigos. Em muitos casos, elas eram colocadas quase no mesmo nível dos escravos.

 A Bíblia foi escrita numa época em que os costumes refletiam esse modo de pensar. Apesar disso, em nítido contraste com a atitude de muitas culturas antigas, a lei de Deus, registrada na Bíblia, mostrava profunda consideração pelas mulheres.

A preocupação de Yehowah com o bem-estar das mulheres fica evidente nos diversos relatos em que ele agiu a favor de suas adoradoras. Ele interveio duas vezes para proteger a bela esposa de Abraão, Sara, de ser violentada. (Gênesis 12:14-20; 20:1-7) Deus mostrou favor à esposa que Jacó amava menos, Léia, por ‘abrir-lhe a madre’ para que ela desse à luz um filho. (Gênesis 29:31, 32) Quando duas parteiras israelitas, que temiam a Deus, arriscaram a vida para proteger os meninos hebreus da matança de bebês no Egito, Yehowah, em agradecimento, “as presenteou . . . com famílias”. (Êxodo 1:17, 20, 21) Ele também respondeu à oração fervorosa de Ana. (1 Samuel 1:10, 20) E quando a viúva de um profeta teve de enfrentar um credor que estava prestes a levar seus filhos como escravos em pagamento de uma dívida, Deus não a abandonou. De modo amoroso, Ele habilitou o profeta Eliseu a multiplicar o suprimento de azeite dela para que pudesse pagar a dívida e ainda ter azeite suficiente para a família. Assim, ela protegeu os filhos e preservou a dignidade. — Êxodo 22:22, 23; 2 Reis 4:1-7.

 Os profetas condenaram repetidas vezes tanto a exploração das mulheres como o uso de violência contra elas. O profeta Jeremias disse aos israelitas em nome de YHWH: “Executai o juízo e a justiça, e livrai da mão do defraudador aquele que está sendo roubado; e não maltrateis nenhum residente forasteiro, nem menino órfão de pai, nem viúva. Não lhes façais violência. E não derrameis sangue inocente neste lugar.” (Jeremias 22:2, 3) Anteriormente, os ricos e poderosos em Israel foram repreendidos por terem expulsado mulheres de suas casas e maltratado os filhos delas. (Miquéias 2:9) O Deus de justiça observa o sofrimento causado às mulheres e aos filhos delas e o condena como perverso.

A “esposa capaz”

No livro de Provérbios, escrito no passado, há uma descrição apropriada da esposa capaz. Por estar incluída na Palavra de Deus, podemos ter certeza de que essa bela descrição do papel e da posição da esposa é aprovada por Deus. Em vez de ser oprimida ou vista como inferior, a esposa capaz é valorizada, respeitada e considerada digna de confiança.

A “esposa capaz” do capítulo 31 de Provérbios trabalha com vigor e diligência. Suas mãos executam qualquer trabalho com prazer. Ela faz transações comerciais e até mesmo imobiliárias. Examina um campo e o compra. Faz peças de roupa de baixo e as vende. Dá cintos aos comerciantes. Mostra vigor em tudo o que faz. Além disso, suas palavras de sabedoria e sua benevolência são muito apreciadas. Por isso, ela é muito estimada pelo marido, pelos filhos e, mais importante ainda, por Deus.

As mulheres não devem ser vítimas oprimidas de homens que se aproveitam delas, as maltratam ou as sujeitam a todo tipo de abusos. Em vez disso, como “complemento” do marido, a mulher casada cumpre esse papel com alegria e competência. — Gênesis 2:18.

Dê honra às mulheres
Ao escrever aos maridos cristãos sobre como devem tratar a esposa, o inspirado escritor Pedro os aconselhou a imitar a atitude de Deus e a de Jesus Cristo. Ele escreveu: “Vós, maridos, continuai . . . atribuindo-lhes honra.” (1 Pedro 3:7) Atribuir honra a uma pessoa envolve ter grande estima e respeito por ela. Assim, o homem que honra a esposa não a humilha, não a rebaixa, nem a trata com violência. Demonstra em palavras e ações, tanto em público como em particular, que ela é amada e querida por ele.

Com certeza, honrar a esposa contribui para a felicidade do casamento. Considere o exemplo de Carlos e Cecília. A certa altura do casamento, eles tinham constantes discussões e nunca chegavam a um acordo. Às vezes, eles simplesmente paravam de se falar. Não sabiam como resolver seus problemas. Ele era agressivo; ela era exigente e orgulhosa. Mas, quando passaram a ler e estudar a Palavra de Deus e aplicar o que aprendiam, as coisas começaram a melhorar. Cecília diz: “Percebi que os ensinamentos de Jesus e o exemplo deixado por Ele transformaram minha personalidade e a de meu marido. Graças ao exemplo de Jesus, sou mais humilde e compreensiva. Aprendi a buscar a ajuda de Deus em oração, como Jesus fazia. Carlos aprendeu a ser mais tolerante e a ter mais autodomínio a fim de honrar a esposa, como Deus deseja.”

O casamento deles não é perfeito, mas resistiu à passagem do tempo. Nos últimos anos, eles enfrentaram sérios problemas: Carlos perdeu o emprego e foi operado de câncer. Mesmo assim, essas aflições não abalaram seu vínculo marital, que se fortaleceu ainda mais.

 Desde que a humanidade se tornou imperfeita, mulheres em muitas culturas têm sido tratadas sem honra. Têm sofrido abusos físico, mental e sexual. Mas Deus não queria que elas fossem tratadas assim. O registro bíblico deixa claro que não importa quais sejam as atitudes predominantes numa cultura, todas as mulheres devem ser tratadas com honra e respeito. É o direito que Deus concedeu a elas.

*  ESTUDO  EXTRAÍDO DO BLOG : "biblioteca vitual.blogspot.com"